quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Campanha de solidariedade beneficiará trabalhadores perseguidos


Brasil é o 15º país no mundo com mais acidentes do trabalho


sábado, 23 de setembro de 2017

Reunião dos moradores do Taquaral na década de 50

Publicado pelo jornal "Folha do Taquaral", do 16/03/17, nas páginas 1, 4 e 5.

Universidade Caio Pinto

          Você gostaria de ter conhecido, pessoalmente, Héracles, Menelau, Príamo, Aquiles, Heitor ou Páris?

          Você sabe que o sagrado Juramento de Hipócrates, escrito pelo Pai da Medicina, na Ilha de Cós, em 460 anos a.C. ,tem uma versão resumida, que é repetida na formatura de todo médico, e , tem uma versão integral, na qual, o primeiro compromisso é " dedicar ao meu mestre de medicina, igual respeito ao que dedico aos autores de meus dias" ?

          Os estudantes da nossa Faculdade de Medicina receberam uma dádiva de Deus: eles tem a oportunidade de, facilmente, conhecerem pessoalmente, o prof. Lizwaldo  Mário Ziti, o mais antigo membro vivo da Universidade Estadual de Campinas ("Unicamp"), que continua em atividade, na Capelania do Caism.

          No dia 20/05 de 1.963, o médico oftalmologista Antonio Augusto de Almeida e mais seis lendário heróis, fundaram a nossa Faculdade de Medicina que, posteriormente, cresceu  e se tornou a ciclópica Universidade Estadual de Campinas ("Unicamp").

          Destas sete pessoas, resta apenas um sobrevivente: o prof. Ziti. Este mineiro, da cidade de Guaxupé, hoje com 76 anos de idade, é um químico, que foi pesquisador do Instituto Butantan, durante 20 anos, e. posteriormente, professor de histologia, da nossa faculdade, durante 15 anos.

          Em 1.976, devido à alguma força misteriosa, este brilhante cientista se tornou um Pastor Evangélico, da Igreja Batista. Ninguém entendeu. Até seu antigo amigo, o prof. Cesare Mansueto Giúlio Lattes, mais conhecido como César Lates, outro lendário professor da Unicamp, comenta:
"O  Ziti... agora... vende entradas para o Céu...".

          De qualquer forma, o prof. Ziti é uma lenda viva. Um dinossauro em atividade. Ele pode nos contar histórias verdadeiras e maravilhosas, sobre os primeiros dias da nossa faculdade. Histórias de trabalho, esforço, dedicação, idealismo e heroísmo de nossos primeiros professores

          Há histórias ainda não publicadas, como a dos lendários e heroicos ladrões de gatos (Felix cattus domesticus). Em 1.963, a nossa faculdade era muito pobre. Faltava tudo. O prof. Ziti, junto      com outro lendário e inesquecível professor de histologia, o Dr. Osmar de Lucca, já falecido, às 21 horas, todas as noites, se dirigiam para a ponte que existe na esquina da av. Orosimbo Maia, com Av. Francisco Glicério, com "gatoeiras".

          Capturavam, roubavam, anestesiavam e sacrificavam os gatos, que eram transformados em lâminas de microscópios para que os alunos pudessem estudar histologia. Dezenas de gatos desapareceram da cidade, misteriosamente, e o boato correu.. Até o dia em que sumiu "um gato boniiito,...graaande...cor de cinza, ... angorá, ...com pelos longos (sic)...", que era o xodó da esposa do  Dr. Hernandes, Delegado de Polícia da cidade.

          Tres dias depois, o Delegado surgiu, com 20 soldados, na Faculdade de medicina, que, na época, se resumia a apenas dois andares, do prédio que é, hoje, a Maternidade de Campinas. Só havia uma porta,que servia de entrada e de saída, para a faculdade.

          Os soldados fecharam a porta, encurralando toda a faculdade e revistaram o prédio, procurando o precioso bichano. Felizmente nenhum deles sabia usar microscópios, senão    teriam achado o gato, fatiado pelo micrótomo, embaixo das lamínulas. Só por isso, os dois perigosos meliantes, famigerados  facínoras do mundo felino, escaparam do xilindró.

          O prof. Ziti pode, ainda, contar histórias sobre a pedra fundamental da Unicamp,. que ficou escondida sob a caixa d' água, sobre o primeiro cadáver da nossa faculdade ( o "Jordão", que foi roubado), a tartaruga fosforescente do César Lates, o cachorro Artur, que usava babadouro, a msteriosa gravidez das ratas solitárias do laboratório do Badan Palhares e também da sesquipedal e bustrofédica história da "Fundação Caio Pinto", una épica "comédia grega".

          Em seus primeiros dias, a nossa faculdade queria, desesperadamente, receber a doação de um terreno, para construir o seu prédio. Surgiu a oferta de uma grande área, próxima ao bairro Santa Genebra. Os filhos de um benemérito cidadão, chamado Caio Pinto, já falecido, doariam o terreno.

          Seria instituída a "Fundação Caio Pinto", que seria a proprietária do imóvel. A faculdade receberia o mesmo nome. È fácil calcular que, se a faculdade crescesse (e ela cresceu), a nossa escola  acabaria se chamando "Universidade Caio Pinto", e não Unicamp. O prof. Ziti só não explica porque  é que este projeto não deu certo.




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Dr. Antonio Jofre de Vasconcelos, médico, foi aluno da  IV Turma  de Medicina da Unicamp  e foii jornalista de "O patológico" em 1.967 e 1.968.
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Este artigo foi publicado pelo jornal "O patológico", dos estudantes de medicina, em março de 2.005, na página 7.
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O ombudsman de "O patológico", comenta. na página 4 : "Universidade Caio Pinto", o melhor texto,  disparado, de "O patológico".                                                                                                                   --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Hoje. dia 23/09/2.017, a Universidade Estadual de Campinas ("Unicamp") é a melhor universidade da América Latina.
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sábado, 16 de setembro de 2017

domingo, 10 de setembro de 2017

Fotocópias do artigo Universidade Caio Pinto

Publicado na página 7 do Jornal "O patológico" do Centro Acadêmico dos alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas, ("Unicamp"), na edição de março de 2 005. O comentário do Onbudsman foi publicado na página 4.

Leilão da Mabe (completando)

Publicado no Jornal "Correio Popular", de Capinas, no dia 11/08/17, na página A 8.

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